quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Convite



entre
que estou sozinha
e há tanto tempo

nem sei mais o há por dentro
se é paz, melancolia
ou apenas medo e sofrimento

entre
mas não me tranque
ao seu contento

pois preciso da luz do dia
para acabar com a agonia
de estar enterrada no próprio ventre

Entre
me incendeie
me roube o centro

me invada me traga
Me encha de perigo
Só não me apaga

Tudo mais faz sentido

domingo, 3 de abril de 2011

hoje não houve


Hoje não houve raiar
Não pude esperar
Quis logo emudecer
Não dormi com a boemia
Hoje foi apenas um dia
Hoje não houve

sábado, 20 de novembro de 2010

Embaralhada

O que me importa agora
É o entendimento
O raso que fica quando acaba a dor
O amor viveu no seu momento
Agora ficamos os dois
Ases sem espada
Nem um morto
baralhos
Sem carta

sábado, 13 de novembro de 2010


Hoje meu coração chora
E é por ti
Que via a menina
Que ninguém sabia que sonhava

Com a menina
Ninguém podia
Nem queria
Porque os sonhos
Eram altos
E tão dela
Que só a poesia entendia

Mas você no alto da sabedoria
Sonhou o sonho da menina
Voou nos altos da menina
Criou o poema da menina

A menina que via

Existia

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Último suspiro



O amor atravessa paredes
Não há redes para o amor
O amor amanhece quando falta
O amor conhece quando cala

Não há suspiro sem amor

O amor entende o infinito
Mesmo quando finito
Mesmo quando há dor

E quando
com lágrimas
A calma vigia a alma
Quando tudo se desfaz
O amor beija seu rosto
Te enfrenta a face
E te ama

domingo, 22 de agosto de 2010

Relaxada


Enquanto houver sentido
ando contigo pro que der e vier


mas se for preciso
ir ao norte
das minhas ilusões


caso comigo
depois

sábado, 3 de julho de 2010




Fui tantas vezes invadida
Até dissecada
Por ser tão eu
Eu que me mostro muito
Eu que não sei dizer não
Eu que não sei os limites
Eu que me acabo de chorar sem razão

Dizem ser sentimentalismo
egoísmo, manha ou falta de mão

E eu que concordo com isso tudo
Serei louca ou não?